Onde vibra a água
Arte e cognição distribuída na Metodologia Zahorí
Resumen
Este artigo propõe uma leitura da metodologia concebida pelos autores, a Metodologia Zahorí, como situação exemplar de externalismo ativo e cognição distribuída nos processos criativos contemporâneos. A partir da articulação entre práticas artísticas eco-localizadas, o conceito de externalismo ativo, estudos sobre semiose no pensamento de Charles Peirce, e sistemas cognitivos distribuídos, analisamos os modos como a criação artística pode operar como sistema material-cognitivo não centrado no sujeito. Propomos uma metodologia artístico-investigativa que, inspirada na figura do radiestesista tradicional, oferece uma prática de escuta sensível e ressonância com o território como forma de criação situada, articulando arte, ciência e ecologia do lugar. Ao tratar o “ser-Zahorí” como operador de escuta e ressonância com o território, sugerimos que a criatividade emerge não de um “eu criador” isolado, mas de uma configuração distribuída entre corpos, territórios e atmosferas como signos. Por fim, problematizamos as limitações e tensões desse modelo em um projeto ainda em constituição, evitando sua idealização precoce.
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Citas
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