Canções Censuradas e Ditadura Civil-Militar

uma proposta pedagógica Discente~Docente~Aprendente

  • Antônio Quintela Programa de Pós-graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro https://orcid.org/0000-0002-7664-7623
  • Maira Monteiro Fróes Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais, Universidade Federal do Rio de Janeiro https://orcid.org/0000-0002-3690-5245
  • Grazieli Simões Instituto de Química e Programa de Pós-graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro https://orcid.org/0000-0002-9578-6266
  • Celia Regina Sousa Instituto de Química e Programa de Pós-graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro https://orcid.org/0000-0001-8988-3724
  • Priscila Tamiasso Martinhon Instituto de Química e Programa de Pós-graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro https://orcid.org/0000-0001-6141-3755
Palavras-chave: Ensino de História; Música; Ditadura; Prática Pedagógica.

Resumo

Este artigo investiga o uso de documentos musicais censurados durante a ditadura civil-militar brasileira como fontes históricas no ensino de História, a partir de uma proposta pedagógica aplicada ao ensino médio. A pesquisa parte da seguinte questão: como a análise de canções e pareceres de censura pode contribuir para o desenvolvimento da leitura crítica de fontes e para a compreensão do período ditatorial em contexto escolar? Metodologicamente, o estudo articula revisão bibliográfica, discussão sobre a noção de documento histórico e análise documental de fontes primárias do Arquivo Nacional, mobilizadas em atividades investigativas com estudantes. O trabalho dialoga com abordagens que compreendem a canção popular como documento histórico, inserindo-a em práticas pedagógicas orientadas à análise crítica. Como resultado, argumenta-se que o uso de documentos musicais censurados potencializa o desenvolvimento de habilidades de análise documental e interpretação histórica, ao permitir a articulação entre cultura, política e mecanismos de controle estatal, contribuindo para a reflexão sobre autoritarismo, memória e direitos humanos no contexto escolar.

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Biografia do Autor

Antônio Quintela, Programa de Pós-graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorando em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, com ênfase em Educação (2025) pela UFRJ, Mestre em Educação (2025) pela UFRJ. Docente Licenciado em Pedagogia (2023) pela Universidade Unicesumar. Docente Licenciado (2009) e Bacharel em História (2012), pela Universidade Gama Filho e Especialização em Filosofia, pela Universidade Estácio de Sá (2015). Durante 02 anos (2017-2019) fez parte do corpo social da Faculdades Integradas de Jacarepaguá (FIJ), ministrando disciplinas entre as quais Filosofia e Ética; Relações Étnicos Raciais e Sociodiversidade; Fundamentos Sócio Antropológicos da Educação; entre outras para graduandos em Enfermagem, Educação Física, Administração e Contabilidade. Atualmente, atua como docente de História, Geografia e Artes na Educação de Jovens e Adultos. Também leciona no Curso de Formação de Professores da instituição SABER Sistema de Ensino, ministrando as disciplinas de Sociologia da Educação, Psicologia da Educação, LDB, Educação Especial e Indígena. Paralelamente, trabalha como Diretor da Associação de Famílias Homotransafetivas do Brasil (ABRAFH), entidade da sociedade civil organizada, que reúne famílias plurais na busca pelo reconhecimento social e pela legitimação de direitos, para além dos padrões heteronormativos tradicionalmente endossados. Coordenador do projeto "Magia da Leitura", do Departamento Educacional da Associação Brasil Soka Gakkai Internacional, filiada à Organização das Nações Unidas (filiada à ONU desde 1983).Possui especialização em Gênero e Sexualidade na Escola e participação no Grupo Interdisciplinar de Educação, Eletroquímica, Saúde, Ambiente e Arte (GIEESAA), coordenado por Célia Regina Sousa da Silva (DFQ/IQ/UFRJ) e do Grupo Interinstitucional e Multidisciplinar de Ensino, Pesquisa e Extensão em Ciências (GIMEnPEC), coordenado por Priscila Tamiasso-Martinhon (DFQ/IQ/UFRJ).

Maira Monteiro Fróes, Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Maira Monteiro Fróes é professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Dra. Fróes possui mestrado e doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, complementados pelo Albert Einstein College of Medicine, da Yeshiva University, em Nova York, e experiência de pós-doutorado no Collège de France. Ela lidera pesquisas em ciência experimental básica, abrangendo biofísica e neurociência de sistemas, e suas aplicações na interface entre as artes contemporâneas e uma emergente neuroepistemologia experimental .

Grazieli Simões, Instituto de Química e Programa de Pós-graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduada em Química Com Atribuição Tecnológica pelo Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Doutora em Química pelo Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Doutorado sanduíche no Síncrotron francês Soleil (2012). Professora contratada no IUT dOrsay - Université Paris-Sud nos anos de 2014 a 2016. Possui experiência na área de Química, com ênfase em Físico-Química, atuando principalmente nos seguintes temas: espectroscopia de fotoabsorção de camada interna, espectroscopia de fotoelétrons, danos causados por radiação ionizante em biomoléculas, polímeros e compostos sulfurados. Usuária do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron desde 2008 e do Síncrotron Francês Soleil. Atualmente é professora adjunta do Departamento de Físico-Química da UFRJ e Coordenadora da disciplina de Química XI do curso de licenciatura em Química da UFRJ, modalidade EAD (CEDERJ) desde 2017. Atua no Curso de Especialização em Ensino de Química (CEEQim - IQ/UFRJ) e no Programa de Pós Graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia (HCTE/UFRJ) na área de História e Filosofia das Ciências Naturais e da Matemática.

Celia Regina Sousa, Instituto de Química e Programa de Pós-graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduação em Química Industrial pela Universidade Federal do Maranhão, Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Maranhão, Mestrado em Físico-Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e Doutorado em Engenharia Metalúrgica e de Materiais pela COPPE – UFRJ. Pesquisadora/professora do Instituto de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora permanente do Programa de História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia HCTE/UFRJ, Professora do PROFQUI/UFRJ, coordenadora junto ao Consórcio CEDERJ-UFRJ. 

Priscila Tamiasso Martinhon, Instituto de Química e Programa de Pós-graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Possui graduação em Química (1997), Licenciatura em Química (1997) e Complementação de Estudos em Empreendedorismo & Inovação (2013) pela Universidade Federal Fluminense. Mestrado (2001) e Doutorado (2005) pelo Programa de Físico-Química do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Realizou o pós-doutorado no Laboratoire Interfaces et Systèmes Electrochimiques – LISE (2005-2008). Atualmente é professora do Instituto de Química, e do Programa de Pós-graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Publicado
2026-05-19
Como Citar
Quintela, A., Fróes, M. M., Simões, G., Sousa, C. R., & Tamiasso Martinhon, P. (2026). Canções Censuradas e Ditadura Civil-Militar. Revista Scientiarum Historia, 1(1), e516. https://doi.org/10.51919/revista_sh.v1i1.516
Seção
Educação, Cultura e Cidadania